O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.
Após conhecer a história desse Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.
Cândido Mariano da Silva Rondon foi um dos exploradores do Brasil de maior destaque, deixando um legado que se estende da construção de redes telegráficas à defesa dos direitos indígenas. Sua trajetória foi marcada por desafios extremos, pioneirismo e uma visão humanista que o diferenciou de outros exploradores de sua época.
Nasceu em 5 de maio de 1865, no distrito de Mimoso, em Mato Grosso. Filho de um vaqueiro e descendente de indígenas bororo e terena, perdeu os pais ainda na infância e foi criado por um tio. Seu sobrenome “Rondon” foi uma homenagem a esse tio, Manuel Rodrigues da Silva Rondon.
Desde cedo, se destacou nos estudos e ingressou na Escola Militar do Rio de Janeiro, onde se formou em Engenharia, Matemática e Ciências Físicas e Naturais. Em 1890, ainda como tenente, integrou uma comissão de engenharia que tinha como objetivo construir uma rede telegráfica entre Mato Grosso e Goiás.
O trabalho ajudou a reduzir o isolamento da região e possibilitou a integração da região ao restante do país. Posteriormente, foi designado para liderar uma nova comissão, desta vez expandindo a rede telegráfica até as fronteiras do Brasil com a Bolívia e o Paraguai.
Entre 1890 e 1906, participou da construção de mais de 1.700 km de linhas telegráficas, atravessando territórios desconhecidos e estabelecendo contato com diversas etnias indígenas. Em 1907, embarcou em uma das suas maiores missões: liderar a Comissão Construtora de Linhas Telegráficas do Mato Grosso ao Amazonas.
Manteve seu compromisso com a paz, promovendo contatos amistosos com os povos indígenas. Em 1910, ajudou a criar o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), tornando-se seu primeiro diretor. A instituição tinha como objetivo proteger os indígenas de violências cometidas por seringueiros, fazendeiros e garimpeiros, além de garantir direitos básicos para essas comunidades.
Faleceu em 19 de janeiro de 1958, deixando um legado inestimável para a história do Brasil. Seu lema, ‘Morrer se for preciso; matar, nunca’, resume seu compromisso com a paz e a justiça.
Em 30/06/2015, Cândido Mariano da Silva Rondon foi declarado Herói da Pátria Brasileira pela Lei Federal nº 13.141 (Projeto de Lei 1.834/2007 ), tendo o seu nome inscrito no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.
Registro atualizado em 19/11/2025 02:05, visualizado 321 vezes.