O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Heroína da Pátria

Livro de Aço
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Dandara dos Palmares


(1654-1694)


Guerreira negra do período colonial do Brasil


Após conhecer a história desse Heroína da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



Dandara dos Palmares foi uma brava lutora quilombola na época do Brasil colonial. Ao fugir dos engenhos, os escravos organizavam-se em quilombos, redutos onde podiam restaurar seus costumes africanos violentados pela escravidão. Esposa de Zumbi dos Palmares, viveu no Quilombo dos Palmares, no Sul da então Capitania de Pernambuco, na Serra da Barriga (atual território do estado de Alagoas) no século XVII, e deu grande contribuição na resistência contra a opressão sofrida pelos escravos.

A data e local de seu nascimento são um mistério. Não há registros que determinem sua história. Entretanto, supõe-se que viveu em Palmares desde menina e ajudou na construção social da comunidade do mais conhecido local de resistência negra brasileira, que durou por volta de um século.

Na segunda metade do século XVI, a Capitania de Pernambuco possuía mais de 60 engenhos de açúcar, porém as dificuldades de utilizar o índio como força de trabalho, foram resolvidas com o tráfico de escravos africanos, que começaram a chegar ao Brasil a partir de 1532. A economia da colônia dependia quase exclusivamente do trabalho realizado pelos escravos africanos, que eram mantidos sob severa vigilância e duramente castigados ao menor sinal de rebeldia.

Conta-se que no começo do século XVII, chegou ao quilombo a escrava fugitiva Aqualtune, que havia sido princesa na África. Aqualtune fez família no quilombo e teve dois filhos: Ganga Zumba e Gana Zona que se tornaram chefes dos mais importantes mucambos do quilombo. Aquatume também tivera filhas e uma delas deu-lhe um neto, nascido quando o quilombo esperava um ataque dos holandeses que eram senhores de Pernambuco. Para sensibilizar o deus da guerra, deu ao filho o nome de Zumbi.

Exercia as funções domésticas e rotineiras, mas também se tornou hábil na arte da capoeira, aprendeu a manusear armas e foi uma grande estrategista na defesa de seu povo e lugar. Palmares ficou conhecido por ter sido o maior e mais duradouro agrupamento de pessoas escravizadas que conseguiam fugir do cativeiro, além de acolher também outras populações marginalizadas, como brancos pobres e indígenas.

Em 1694, tomou a difícil e corajosa decisão de se jogar de um penhasco, junto com inúmeros guerreiros. Preferiu acabar com sua vida do que ser escravizada. Uma carta do governador de Pernambuco de 18 de fevereiro de 1696, narrando o acontecimento, diz, referindo-se aos negros, que “errando o caminho grande parte deles caiu de uma rocha tão alta que se fizeram em pedaços”.

Em 24/04/2019, Dandara dos Palmares foi declarada Heroína da Pátria Brasileira pela Lei Federal nº 13.816 (Projeto de Lei 3.088/2015 ), tendo o seu nome inscrito no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Deputada Tia Eron
  • Ementa: Inscreve o nome de Dandara dos Palmares e de Luiza Mahin no Livro dos Heróis da Pátria


Registro atualizado em 19/11/2025 02:08, visualizado 538 vezes.