O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.
Após conhecer a história desse Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.
Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha nasceu em Cantagalo, Rio de Janeiro, no dia 20 de janeiro de 1866. Filho de Manuel Rodrigues da Cunha Pimenta e Eudósia Alves Moreira da Cunha, a partir de 3 anos, viveu entre fazendas na Bahia e o Rio de Janeiro, com tias que o criaram depois que ficou órfão de mãe. Em 1885, com 19 anos, ingressou na Escola Politécnica, mas por falta de recursos transferiu-se para a Escola Militar da Praia Vermelha. Nessa época, escrevia para a revista da escola "A Família Acadêmica", artigos inflamados, nos quais defendia ideais republicanos. Republicano convicto, protagonizou um incidente no exército, em 1888, quando saiu fora de forma, quando o batalhão era passado em revista pelo Ministro da Guerra do Império, Tomás Coelho, jogando-lhe aos pés o espadim e gritando um viva à República. Em consequência da insubordinação, foi desligado da carreira militar e transferido para a cidade de Descalvado, no Estado de São Paulo. Passou a viver no interior e colaborava no jornal Província de São Paulo, assinando com o pseudônimo Proudhon, defendendo os ideais republicanos.
Proclamada a República em 1889, voltou para o Rio de Janeiro e retornou ao Exército. Na Escola Superior de Guerra, fez os cursos de artilharia, de engenharia militar e bacharelou-se em Matemática e Ciências Físicas e Naturais. Nesse período, casou-se com Ana Sólon Ribeiro. Foi promovido a primeiro tenente e passou a lecionar na Escola Militar. Dedicou-se a escrever artigos sobre problemas políticos e sociais. Em 1893, foi para São Paulo trabalhar na administração da Estrada de Ferro Central do Brasil. Foi chamado para servir à Diretoria de Obras Militares na época da Revolta da Armada, que pretendia derrubar o governo de Floriano Peixoto. Mesmo leal a Floriano, criticou o governo na Gazeta de Notícias. Foi contra os maus tratos aos presos políticos e contra a pena de morte, o que lhe valeu o afastamento da função.
Foi mandado para a cidade de Campanha, em Minas Gerais, quando foi encarregado de construir um quartel. Desiludido com a República, desligou-se do Exército e dedicou a maior parte do seu tempo ao estudo dos problemas brasileiros. Nomeado Superintendente de Obras Públicas de São Paulo, em 1896, foi trabalhar em São Carlos do Pinhal. Com a explosão do conflito em Canudos (BA), e as sucessivas derrotas das forças governistas contra Antônio Conselheiro, reiniciou sua colaboração no jornal O Estado de S. Paulo. Em agosto de 1897, foi convidado pelo jornal para ir à Bahia onde presenciou os últimos momentos do conflito, que serviu de matéria para sua obra prima, Os Sertões.
Ao regressar de Canudos, em 1899, foi transferido para a cidade de São José do Rio Pardo (SP), onde deveria construir uma ponte sobre o Rio Pardo. Lá escreveu Os Sertões, obra que publicaria em 1902 e que o consagraria no panorama cultural brasileiro. A obra divide-se em três partes: a Caatinga, o Sertanejo e a Luta. Na primeira parte, promove um rigoroso levantamento das condições geográficas do local. Na segunda parte, caracteriza o jagunço fixado nas terras, com seus traços antropológicos e sociais, suas desgraças e torturas. Na terceira parte, narra como verdadeiro correspondente de guerra, apresentando uma luta dramática, quando a carnificina de Canudos impõe a vitória dos homens do litoral.
Em 1903, foi aclamado membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e eleito para a Academia Brasileira de Letras. Ao voltar ao Rio de Janeiro, trabalhou no Itamaraty ao lado do Barão do Rio Branco. Em 1909 prestou concurso para a cadeira de Lógica do Colégio Pedro II, onde lecionou por menos de um mês. Suspeitando que estivesse sendo traído por sua esposa, dirigiu-se para a casa do amante e sem êxito tentou alvejá-lo, mas foi assassinado com três tiros que atingiram o coração e o pulmão. Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 15 de agosto de 1909.
Em 15/01/2018, Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha foi declarado Herói da Pátria Brasileira pela Lei Federal nº 13.622 (Projeto de Lei 6.421/2009 ), tendo o seu nome inscrito no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.
Registro atualizado em 19/11/2025 03:09, visualizado 292 vezes.