O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Herói da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

José Plácido de Castro

Plácido de Castro


(1873-1908)


Militar, revolucionário


Após conhecer a história desse Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



José Plácido de Castro nasceu em São Gabriel, Rio Grande do Sul, em 9 de setembro de 1873. Filho do capitão Prudente da Fonseca Castro e de Dona Zeferina de Oliveira Castro, descende de uma família cristã, sendo neto do major paulista José Plácido de Castro e bisneto de Joaquim José Domingues, companheiro de Borges do Canto na conquista das Missões em 1801. Perdeu o pai aos 12 anos e começou a trabalhar para sustentar a mãe e os seis irmãos. Aos 16 anos, ingressou na vida militar, alcançando o posto de 2.° sargento do 1.° Regimento de Artilharia de Campanha em São Gabriel.

Durante a Revolução Federalista, encontrava-se na Escola Militar do Rio Grande do Sul e, discordando da maioria, lutou ao lado dos Maragatos, chegando ao posto de Major. Com a derrota, abandonou a carreira militar e recusou a anistia oferecida. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi inspetor de alunos do Colégio Militar, fiscal nas docas do porto de Santos e obteve o título de agrimensor. Em 1899, viajou para o Acre em busca de oportunidades.

Na época, o Acre enfrentava uma questão territorial com a Bolívia, e a região era habitada por brasileiros que não aceitavam a soberania boliviana. Após a proclamação do Estado Independente do Acre e sua dissolução, a Bolívia tentou ocupar a região, mas os seringueiros brasileiros se rebelaram. Plácido de Castro, ciente do contrato entre a Bolívia e o Bolivian Syndicate, um conglomerado anglo-americano, viu uma ameaça à integridade do Brasil e começou a arregimentar combatentes.

Com 60 seringueiros, enfrentou uma tropa boliviana de 400 homens e, após vitórias em Empreza e Puerto Alonso, liderou uma revolução com mais de 30 mil homens, vencendo as tropas bolivianas e proclamando o Estado Independente do Acre. Em 1903, o Acre foi anexado ao Brasil através do Tratado de Petrópolis. Em 1906, foi nomeado governador do Território do Acre e, posteriormente, prefeito da Região do Alto Acre.

Em 9 de agosto de 1908, dirigia-se à sua propriedade quando foi ferido em uma emboscada liderada por Alexandrino José da Silva. Morreu dois dias depois, aos 35 anos de idade, vítima do atentado. Seus restos mortais foram sepultados no Cemitério da Santa Casa de Misericórdia, em Porto Alegre.

Em 02/05/2002, José Plácido de Castro foi declarado Herói da Pátria Brasileira pela Lei Federal nº 10.440 (Projeto de Lei 3.364/2000 ), tendo o seu nome inscrito no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Senador Tião Viana
  • Ementa: Inscreve o nome de Plácido de Castro no "Livro dos Heróis da Pátria"


Registro atualizado em 19/11/2025 03:11, visualizado 300 vezes.