O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Herói da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

Júlio Cézar Ribeiro de Souza

Júlio Cézar


(1843-1887)


Escritor e inventor brasileiro


Após conhecer a história desse Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



De família humilde, estudou no seminário da Igreja Nossa Senhora do Carmo em Belém, Pará. Tornou-se voluntário em 28 de maio de 1861, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde completou o curso preparatório da Escola Militar. Em 1866, seguiu para Montevidéu, para combater na Guerra do Paraguai. Foi durante a guerra que teve o primeiro contato com balões de ar quente, utilizados para observação nos campos de batalha. Em 1868, ocupava o posto de 2º cadete do 3º Batalhão de Artilharia a pé.

Em seguida, foi transferido para o Paraguai de onde retornou ao final de 1869. Em 1870, passou a dedicar-se ao jornalismo, à poesia e, a partir de 1874, ao estudo das ciências aeronáuticas. Em 1881, concluiu o manuscrito Memoria sobre a Navegação Aerea, incorporando teorias sobre a construção de dirigíveis, propondo um formato assimétrico inovador. O trabalho foi bem recebido no Instituto Politécnico Brasileiro e obteve financiamento público para desenvolvê-los.

Viajou para Paris, onde encomendou a construção do balão Le Victoria, em homenagem à sua esposa, Victoria do Valle. Nos dias 8 e 12 de novembro realizou os primeiros voos de teste em território francês, demonstrando que o aparelho também conseguia avançar contra o vento. De volta ao Brasil, no dia de Natal fez uma exposição no Pará, e em 29 de março de 1882, fez novo teste no Rio. Neste último, sofreu um acidente e o balão ficou gravemente danificado.

O sucesso alcançado com o Le Victoria proporcionou-lhe mais fundos, com os quais desenvolveu um novo balão, o Santa Maria de Belém, que tinha 52 m de altura e 10,4 m de diâmetro. O primeiro voo aconteceria em 12 de julho de 1884, na praça da catedral de Belém. Os inexperientes operadores encarregados de trabalhar com o hidrogênio do balão causaram danos ao aparelho, tendo que abortar a decolagem. No mesmo ano, os franceses Charles Renard e Arthur Constantin Krebs, a bordo do La France, lançaram com sucesso um balão de circuito fechado.

Escreveu um artigo defendendo ter sido vítima de plágio de Renard e Krebs, dadas as múltiplas semelhanças entre os desenhos de seus aparelhos e o La France. Além disso, o mesmo engenheiro, Henri Lachambre, interveio na construção dos três. O texto foi reproduzido na imprensa francesa e inglesa. Em 1886 voltou à França para criar um novo balão, Cruzeiro. Aproveitando a estadia em Paris, propôs um debate com Renard e Krebs, em Sorbonne, ou na Academia Francesa de Ciências, mas estes não responderam ao convite.

Sem ter conseguido sucesso na nova empresa e sem ter conseguido defender seu nome, retornou ao Pará onde morou discretamente. Morreu pouco depois, em 14 de outubro de 1887, vítima de beribéri, uma doença do sistema nervoso causada por deficiência de tiamina.

Em 15/07/2011, Júlio Cézar Ribeiro de Souza foi declarado Herói da Pátria Brasileira pela Lei Federal nº 12.446 (Projeto de Lei 5.488/2009 ), tendo o seu nome inscrito no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Deputado Paulo Rocha
  • Ementa: Inscreve o nome de Julio Cesar Ribeiro de Souza no Livro dos Heróis da Pátria


Registro atualizado em 19/11/2025 02:50, visualizado 324 vezes.