O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Herói da Pátria

Livro de Aço
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Livro de Aço

Luís Alves de Lima e Silva

Duque de Caxias


(1803-1880)


Militar, político e monarquista brasileiro


Após conhecer a história desse Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



Duque de Caxias (Luís Alves de Lima e Silva) (1803-1880) foi um militar brasileiro. É o Patrono do Exército. Foi um dos maiores vultos da nossa história. Caxias foi chamado de “O Pacificador.” Em sua homenagem, o dia 25 de agosto, dia de seu nascimento, é comemorado o “Dia do Soldado”.

Luís Alves de Lima e Silva nasceu na fazenda São Paulo, no Taquaraçu, próximo da Vila Estrela, hoje município de Duque de Caxias, Rio de Janeiro, no dia 25 de agosto de 1803. Filho de Francisco de Lima e Silva e de Cândida de Oliveira Belo, cresceu em meio a uma família de militares. Seu avô, José Joaquim de Lima e Silva, um militar português, imigrou para o Brasil em 1767, e se instalou no Rio de Janeiro, então capital do país. Seu pai foi brigadeiro do Exército Imperial e membro da Regência-Trina durante o Período Regencial na menoridade do futuro imperador Dom Pedro II.

No dia 22 de novembro de 1808, o 1.º Regimento de Infantaria de Linha, comandado por seu avô, recebia o novo soldado, com cinco anos, apenas para homenagear seu avô, então Ministro da Guerra. Entre 1809 e 1817, estudou no Seminário São Joaquim (hoje Colégio Pedro II). Em 1818, ingressou na Academia Real Militar, criada por Dom João VI em 1844, onde permaneceu até 1821. Galgou os postos de cadete, alferes e tenente. Quando concluiu o curso, foi incorporado ao 1.º Batalhão de Fuzileiros.

Em 1822, quando o Brasil tornou-se independente de Portugal, ingressou no “Batalhão do Imperador", comandado por seu tio José Joaquim de Lima e Silva. Em 1823, participou da luta no combate aos soldados portugueses, na Bahia, que relutavam a aceitar a Independência do país. Com a vitória do Batalhão, foi promovido a Capitão e, com 21 anos, recebeu a “Imperial Ordem do Cruzeiro” das mãos de Dom Pedro I. Em 1825, foi chamado para manter a unidade nacional, desta vez, na “Campanha da Cisplatina” – conflito ocorrido entre o Brasil Império e as Províncias Unidas do Rio da Prata, pela posse da "Província Cisplatina", no atual território do Uruguai. Três vezes foi citado por bravura. Ganhou as insígnias de Major e as comendas da Ordem de São Bento de Ávis e da Rosa.

Em 1831, após a abdicação de D. Pedro I, foi um dos poucos que permaneceu ao lado do monarca. Foi chamado pelo Ministro da Justiça, Diogo Antônio Feijó (Padre Feijó), para organizar o “Batalhão Sagrado”, para manter a ordem no Rio de Janeiro e evitar a anarquia. Nesse mesmo ano, organizou a “Guarda Municipal”, que depois foi transformada em “Guarda Municipal Permanente”, que em 1832 lutou contra a tentativa de derrubar a Regência-Trina durante a menoridade de Dom Pedro II.

No dia 2 de fevereiro de 1833, casou-se com Ana Luísa do Loreto Carneiro Vianna, de apenas 16 anos, neta da Baronesa de São Salvador de Campos. Em dezembro do mesmo ano, nasceu Luísa de Loreto. Em 24 de junho de 1836, nasceu sua segunda filha, Ana de Loreto. O filho Luís Alves Júnior faleceu na adolescência.

Em 1837, com 34 anos, foi promovido a Tenente-Coronel, em seguida, deixou o comando da Guarda Permanente. Em 1839 foi nomeado "comandante-geral das forças militares do Maranhão" e "presidente da Província". Sua missão: sufocar a revolta dos que se opunham ao governo provincial e ocupavam a cidade de Caxias. Conhecido como Balaiada - movimento popular foi uma luta contra a fome, a intolerância da elite e o abuso das autoridades. A campanha saiu vitoriosa. Em 1841, ao voltar ao Rio de Janeiro, foi promovido a General-Brigadeiro e recebeu seu primeiro título de nobreza, “Barão de Caxias”, uma referência à cidade que conseguiu pacificar.

Em 1842, foi nomeado "Comandante das Armas da Corte", cargo já ocupado por seu pai. Nessa época, eclodiu a revolução liberal em São Paulo e Minas Gerais, que reprimiu com facilidade e, entrou em Sorocaba, onde enfrentou seu antigo chefe, o Padre Feijó. Em Minas Gerais, destacou-se no "combate de Santa Luzia", decisivo para a vitória. Ao voltar, reassumiu o comando das armas, como o “Pacificador”. Após pacificar três províncias, faltava só o Rio Grande do Sul onde a Guerra dos Farrapos entrava no seu sétimo ano. Foi nomeado "presidente da província do Rio Grande do Sul" e "Comandante das Armas". Reorganizou as forças imperiais e depois de dois anos saiu vitorioso.

Com a vitória, na Guerra dos Farrapos, foi agraciado com o título de "Conde", em 2 de abril de 1845, e escolhido para o “Senado”, por Dom Pedro II, mandato que exerceu junto com seu pai. Em 1855 foi nomeado para a “Pasta da Guerra”. Em 1862 foi nomeado para "Presidente do Conselho". Nesse mesmo ano, foi promovido a “Marechal Graduado do Exército”. Combateu em vários conflitos de fronteira no Sul do Brasil e voltou vitorioso ao Rio de Janeiro, quando, recebeu o título de "Marquês".

A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado ocorrido na América do Sul, na bacia do rio da Prata, que envolveu Paraguai, Argentina, Uruguai e Brasil. O Paraguai era o país que havia alcançado um certo progresso econômico autônomo e seu presidente Solano López resolveu ampliar o território paraguaio e, criar o “Paraguai Maior”, anexando regiões da Argentina, do Uruguai e do Brasil (Rio Grande do Sul e Mato Grosso), com o objetivo de conquistar o acesso ao Atlântico. Em 1864, o Paraguai ordenou o aprisionamento do navio brasileiro Marquês de Olinda, no rio Paraguai. A resposta brasileira foi a imediata declaração de guerra ao Paraguai.

Em 1865, o Paraguai invadiu o Mato Grosso e o Norte da Argentina, e os governos do Brasil, Argentina e Uruguai criaram a Tríplice Aliança, contra Solano López. O Brasil, Argentina e Uruguai contavam com o apoio inglês, recebendo empréstimos para equipar e manter poderosos exércitos. Depois de algumas derrotas, em 1867, assumiu o comando das forças militares imperiais vencendo rapidamente importantes batalhas como as de "Itororó", "Avaí", "Angosturas" e "Lomas Valentinas", chamadas “dezembradas” - por terem ocorrido no mês de dezembro de 1868. Finalmente, Assunção, a capital do Paraguai, foi ocupada em 5 de janeiro de 1869.

Após a vitória do Brasil na Guerra do Paraguai, com 66 anos, recebe o título de “Duque”, com medalhas e condecorações. No dia 23 de março de 1874 faleceu sua esposa. Em 1875, foi nomeado, por Dom Pedro II, para a "presidência do Conselho de Ministros", e, assumiu também o "Ministério da Guerra". Era um Gabinete que serviria à Princesa Isabel na ausência do Imperador. Em 1877, cansado e doente, retirou-se para a fazenda do Barão de Santa Mônica, de propriedade de seu genro, localizada em Valença, Rio de Janeiro.

Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 7 de maio de 1880.

Em 28/01/2003, Luís Alves de Lima e Silva foi declarado Herói da Pátria Brasileira pela Lei Federal nº 10.641 (Projeto de Lei 5.301/2001 ), tendo o seu nome inscrito no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Senador Maguito Vilela
  • Ementa: Inscreve o nome de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, no "Livro dos Heróis da Pátria"


Registro atualizado em 19/11/2025 03:04, visualizado 527 vezes.