O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Herói da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

Manuel Luís Osorio

Marechal Osório


(1808-1879)


Militar e político brasileiro


Após conhecer a história desse Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



Manuel Luís Osório nasceu em Nossa Senhora da Conceição do Arroio, atual Osório, Rio Grande do Sul, no dia 10 de maio de 1808. Filho de Manuel Luís da Silva Borges, comandante do Regimento de Salto, e de Ana Joaquina Osório. Aprendeu as primeiras letras com o mestre-escola Miguel Alves. Muda-se com a família para a cidade de Salto, onde teve aulas com o capitão dos dragões Domingos José de Almeida. Queria estudar, mas as mais próximas escolas estavam em Porto Alegre.

Em 1822, com a independência do Brasil, parte da guarnição portuguesa sediada em Montevidéu (a região uruguaia pertencia ao Brasil) não aceitou a emancipação. Iniciou-se no sul do país a guerra da Independência, e seu pai no comando do Regimento de Salto, prepara-se para entrar em ação e resolve levar o filho. Embora não participe dos combates, vai se empolgando pela luta.

Antes de completar quinze anos, inscreve-se oficialmente no Exército, como voluntário da Legião de São Paulo. Desde os primeiros combates, mostra sua habilidade com o manejo das armas. Em 1824, quando as guarnições lusas retiram-se da região uruguaia, que permanece província do novo império, já era “cadete” e depois “alferes”, no Terceiro Regimento da Cavalaria de Linha. Com o fim da guerra pretendia se licenciar da Cavalaria e estudar no Instituto Militar, mas teve seu pedido de licença negado, pois o Uruguai, então chamado Província Cisplatina, aspirava à independência política e o regimento precisava do militar.

Entre 1825 e 1828, participou de todas as campanhas na Guerra Cisplatina. Distinguiu-se por sua bravura em Sarandi e Passo do Rosário. Firmada a paz com a independência da Cisplatina, foi promovido a “primeiro-tenente”. Em 1835, com seu regimento sediado em Rio Pardo, começa a Revolução Farroupilha, ou Guerra dos Farrapos. Luta junto com os legalistas nas batalhas em Porto Alegre, Bagé e Caçapava e na região de Herval, onde em 1838, se distingue e é promovido a capitão.

Seu pai morrera nos combates, a mãe passava necessidades, queria voltar para casa. Com 31 anos pede reforma do Exército, mas não se cogitava dispensar um dos seus melhores soldados. Em 1842, recebe a condecoração do “Cruzeiro do Sul” e é promovido a “Tenente-Coronel”. Tomou parte nas campanhas contra Oribe e Rosas e comandou o Exército que invadiu o Uruguai. Em 1852, já como “coronel”, marchou à frente da divisão brasileira que assegurou a vitória em Monte Caseros.

Em 1864, teve início a Guerra do Paraguai. O comando do Exército foi entregue a Osório. As dificuldades logo foram superadas e o Exército Brasileiro começou a somar significativas vitórias. O maior combate registrado em toda Guerra do Paraguai foi o que se travou em Tuiuti. Gravemente ferido, teve que ser substituído pelo general Polidoro da Fonseca. Em 1867, já sob o comando de Caxias, retornou aos campos do Paraguai e dirigiu a marcha de uiuti a Tuiu-Cuê, de grande importância para a fase decisiva da guerra. Participou ainda das batalhas de Itororó e Avaí, quando foi ferido no maxilar. Mesmo doente continuou a campanha até o cerco final às tropas de Solano López.

Em 1866, o imperador D. Pedro II concedeu-lhe o título de Barão. Em 1868 o de visconde com grandeza. No ano seguinte, antes de terminar a guerra, recebeu o título de Marquês de Herval. Em 1877 foi promovido a Marechal do Exército.

Foi casado com Francisca Fagundes, filha de um juiz que conhecera em Bagé. Com ela teve quatro filhos – Fernando, Adolfo, Francisco e Manuela. Para orgulho do pai todos estudaram na Faculdade de Direito do Recife. Fernando chegou a ser ministro do Supremo Tribunal Federal da República. Dona Fernanda faleceu enquanto estava de passagem por Montevidéu, em 1869.

Ainda em 1877, foi eleito Senador pelo Rio Grande do Sul. No ano seguinte assumiu o Ministério da Guerra, cargo que ocupou até sua morte. Faleceu no Rio de Janeiro, acometido por uma pneumonia aguda, no dia 4 de outubro de 1879.

Em 27/05/2008, Manuel Luís Osorio foi declarado Herói da Pátria Brasileira pela Lei Federal nº 11.680 (Projeto de Lei 1.140/2007 ), tendo o seu nome inscrito no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Deputado Bonifácio de Andrada
  • Ementa: Inscreve o nome do General Osório no Livro dos Heróis da Pátria


Registro atualizado em 19/11/2025 02:49, visualizado 300 vezes.