O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Herói da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

Marcílio Dias

Imperial Marinheiro Marcílio Dias


(1838-1865)


Militar


Após conhecer a história desse Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



Nasceu em Rio Grande, Rio Grande do Sul, em 1838, filho de Manuel Fagundes Dias e Pulsena Dias, sendo negro, com cabelos negros, encaracolados e olhos pretos. Aos 16 anos de idade, ingressou na Armada Imperial como grumete, assentando praça no Corpo de Imperiais Marinheiros em 5 de agosto de 1855, aos dezessete anos de idade.

Em 1856, embarcou na corveta Constituição e, logo após, no navio Tocantins, com o então capitão de fragata Francisco Manuel Barroso da Silva como seu comandante. Em 15 de maio de 1861, recebeu a sua primeira promoção, passando a marinheiro de terceira classe. Foi promovido a marinheiro de segunda classe em 11 de maio de 1862. No ano seguinte, já na Escola de Artilharia, recebeu a classificação de "Praça Distinta".

Em 1864, embarcou na corveta Parnaíba, em expedição ao Rio da Prata. No regresso, a 20 de julho do mesmo ano, foi promovido a marinheiro de primeira classe (equivalente hoje a cabo). Embarcou na corveta Imperial Marinheiro a fim de se habilitar na manipulação de artefatos bélicos, indispensáveis ao serviço de bordo. Matriculou-se na Escola Prática de Artilharia, em janeiro de 1863, vindo a prestar exame a 10 de dezembro do mesmo ano, quando foi aprovado, passando a usar o distintivo de marinheiro-artilheiro (especialização de cabo).

Em 6 de dezembro de 1864, durante a Campanha Oriental (1864-1865), teve o seu batismo de fogo contra as forças do Uruguai, no cerco a Paysandú. Durante o assalto final à praça-forte de Paysandú, em 31 de dezembro de 1864, uma batalha que durou 52 horas, terminando em 2 de janeiro de 1865, foi um dos mais bravos combatentes, tendo ficado famoso o seu grito de vitória, quando subiu à torre da Igreja Matriz de Paysandú acenando para os seus companheiros com a bandeira do Brasil.

Sagrou-se figura emblemática na Batalha Naval do Riachuelo, em 11 de junho de 1865, no início da Guerra da Tríplice Aliança. Quando a corveta Parnaíba foi abordada por três navios paraguaios, travou uma luta corpo a corpo contra quatro inimigos, armado de sabre, abatendo dois deles. Na luta, teve seu braço decepado na defesa da bandeira do Brasil. Os ferimentos sofridos causaram-lhe a morte no dia seguinte, 12 de junho, com apenas 27 anos de idade, sendo sepultado com as honras do cerimonial marítimo nas próprias águas do rio Paraná, em 13 de junho de 1865.

Em 06/12/2022, Marcílio Dias foi declarado Herói da Pátria Brasileira pela Lei Federal nº 14.471 (Projeto de Lei 1.402/2022 ), tendo o seu nome inscrito no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Deputado Ubiratan Sanderson
  • Ementa: Inscreve o nome do Imperial Marinheiro Marcílio Dias no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria


Registro atualizado em 19/11/2025 03:13, visualizado 381 vezes.