O "Livro de Aço - Heróis e Heroínas do Brasil" é uma obra que reúne o nome de brasileiros e brasileiras ilustres, considerados heróis e heroínas por suas contribuições significativas para o país.

Candidato a Herói da Pátria

Livro de Aço
Livro de Aço
Livro de Aço

Martim Afonso

Chefe Tupiniquim Tibiriçá


(1475-1562)


Indígena


Após conhecer a história desse Candidato a Herói da Pátria, não perca a oportunidade de visitar Símbolos Municipais e conhecer o brasão, a bandeira e o hino dos 5.571 munícipios brasileiros.



Tibiriçá foi um importante líder indígena tupiniquim dos primórdios da colonização portuguesa do Brasil. Era aliado dos portugueses e destacou-se nos eventos relacionados à fundação da atual cidade de São Paulo, em 1554.

Foi convertido e batizado pelos jesuítas José de Anchieta e Leonardo Nunes, recebendo o nome de batismo cristão de Martim Afonso, em homenagem ao fundador da vila de São Vicente, Martim Afonso de Sousa. Era chefe de uma parte da nação indígena estabelecida nos campos de Piratininga, com sede na aldeia de Inhampuambuçu.

Era irmão de Piquerobi e de Caiubi, índios que também se destacaram durante a colonização portuguesa do Brasil: o primeiro, como inimigo dos portugueses; e o segundo, como grande colaborador dos jesuítas. Teve muitos filhos, incluindo Bartira, que se casou com João Ramalho, aliado de Tibiriçá.

Em 1554, acompanhou Manuel da Nóbrega e José de Anchieta na obra da fundação de São Paulo e estabeleceu-se no local onde hoje se encontra o Mosteiro de São Bento. Graças à sua influência, os jesuítas puderam agrupar as primeiras cabanas de neófitos nas proximidades do colégio.

Deu, aos jesuítas, a maior prova de fidelidade a 9 de julho de 1562, quando repeliu, com bravura, o ataque à vila de São Paulo efetuado pelos índios tupis, guaianás e carijós chefiados por seu sobrinho Jaguaranho, no ataque conhecido como o Cerco de Piratininga. Durante o combate, matou seu irmão Piquerobi e seu sobrinho Jaguaranho.

Morreu em 25 de dezembro de 1562, devido a uma peste que assolou a aldeia. Seus descendentes deram origem às principais famílias da elite colonial de São Paulo, incluindo a rainha Sílvia da Suécia.

Seus restos mortais encontram-se na cripta da Catedral da Sé desde 1930, quando foram transladados da igreja Imaculado Coração de Maria, localizada no bairro de Santa Cecília. Em sua homenagem, a rodovia estadual SP-031, ligando Ribeirão Pires a Suzano, foi denominada Índio Tibiriçá, além de ter seu nome em duas ruas da capital, uma na Luz e outra no Brooklin Paulista.

Martim Afonso é candidato a Herói da Pátria Brasileira, conforme o Projeto de Lei 1.749/2019, que propõe a inclusão de seu nome no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria", também conhecido como "Livro de Aço". Esse livro está localizado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, Distrito Federal, e tem como objetivo homenagear brasileiros e brasileiras que contribuíram de forma notável para a história do país.

  • Autoria: Senador Rogério Carvalho
  • Ementa: Inscreve os nomes do Chefe Tupiniquim Tibiriçá e do Chefe Temiminó Arariboia no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria


Registro atualizado em 25/11/2025 08:02, visualizado 197 vezes.